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Gestão de Risco na Atividade Empresarial

27.05.2019

Você já avaliou os riscos da sua atividade empresarial?

No contexto empresarial, o risco faz parte de toda atividade, sendo comum sua avaliação com base na experiência do gestor de cada projeto. No entanto, nos últimos anos, após escândalos contábeis, fraudes, crises financeiras e atos terroristas em diversas partes do mundo, a gestão de risco ganhou maior visibilidade.

É comum (e errado) tratar as expressões “riscos e incertezas” como sinônimas. A primeira é passível de identificação, permitindo calcular sua ocorrência, enquanto a segunda é composta por variáveis exógenas e desconhecidas, impossibilitando mensurar seus impactos.

A chamada gestão de riscos mostra-se como estratégia para conhecer a si próprio, para conhecer o concorrente e o mercado e, por fim, para vencer as batalhas: ela reduz custo, melhora os processos e cria valor à instituição.

Espelhados nas diretrizes pré-fixadas pela ISO31000, os manuais de melhores práticas nacionais costumam segmentar os riscos da atividade empresarial da seguinte forma: (i) financeiro, (ii) ambiental, (iii) social, (iv) tecnológico e (v) conformidade. Além destes elementos, é preciso considerar o risco reputacional, que é aquele vinculado à imagem da empresa, constantemente avaliada pelo público e de onde podem surgir riscos mais agressivos.

A avaliação dos riscos obriga a empresa a conhecer as próprias deficiências para então minimizar os resultados indesejáveis. O desafio, no entanto, é identificá-los.

Não se trata de uma receita de bolo, já que cada atividade empresarial apresenta suas peculiaridades e riscos específicos. O primeiro passo é verificar a finalidade que a empresa busca  - respeitando seus atos constitutivos – e estabelecer um planejamento para alcançar o objetivo, com prazos e ações bem definidos. É neste momento que surge a necessidade de tomar conhecimento das variáveis que podem afetar o planejamento, antecipando o maior número de obstáculos, definidos como risco.

Conhecendo os riscos por antecipação, se estabelecem estratégias que orientarão a gestão do negócio.

Quando o risco é mal administrado, há grandes possibilidades de encarecer a operação, gerar custos financeiros, diminuir as margens, tirar a eficiência e manchar a reputação da empresa.

Exemplos de questões relevantes a serem avaliadas são: (i) aumento do preço dos insumos, (ii) concentração de clientes e fornecedores, (iii) falha na implementação de novas tecnologias, (iv) mudanças regulatórias, (v) mudanças na legislação, (vi) lei anticorrupção e ajustes de compliance.

A gestão de riscos, após implementada, indica o grau de profissionalismo na condução e liderança de uma empresa ou organização.

No Brasil é de conhecimento popular o alto percentual de empresas que fecham as portas em um período médio de dois anos, da sua criação. Algumas obtêm sucesso e crescimento devido à peculiaridade do mercado e genialidade inata de alguns empreendedores, mas crescem de modo desordenado, ficando excessivamente expostas, quando poderiam ao menos ter a parcela de riscos reduzida com uma gestão efetiva.

Embora a prevenção prepare as organizações para momentos de instabilidade, ainda se nota certa resistência em sua implantação no dia a dia. A falta de uma cultura de planejamento e gestão de riscos ainda é uma barreira a ser vencida.

 

Fonte: Keila Reichert - Fadanelli Advogados
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